
UTI Aérea tem Destaque no Evento Expo Saúde Amazonas, no Centro de Convenções Vasco Vasques.
O Amazonas foi destaque Expo Saúde Amazonas, evento voltado à área da saúde ao evidenciar a grandiosidade das operações de UTI Aérea (MEDVAC) realizadas no estado. A atuação amazônica foi reconhecida como a maior da América Latina e a segunda maior do mundo, refletindo a complexidade logística e a importância estratégica da aviação para o atendimento médico em regiões de difícil acesso.
Somente em 2024, o sistema de UTI aérea do Amazonas já realizou o atendimento de aproximadamente 2.700 pacientes, com uma média de 6 a 8 transferências por dia. Atualmente, três empresas aéreas são credenciadas para esse serviço, operando diferentes tipos de aeronaves, incluindo aeronaves anfíbias, que permitem pousos em múltiplos pontos da região — um diferencial essencial diante da geografia amazônica.

Apesar da robustez da operação, os desafios são significativos. No estado, apenas três municípios possuem balizamento noturno, o que limita operações aéreas durante a noite. Essa restrição exige planejamento rigoroso, já que os pacientes precisam ser removidos conforme o nível de urgência clínica, muitas vezes em janelas operacionais reduzidas.
Um dos pilares que sustentam essa operação é o Sistema SISTER, plataforma digital que integra municípios, médicos reguladores e operadores de transporte. Por meio do sistema, o município insere o pedido de transferência, e um médico regulador avalia o caso digitalmente, com base em um formulário detalhado do quadro clínico do paciente. A ferramenta também permite a abertura de um chat direto entre o médico e a unidade solicitante, possibilitando esclarecimentos e ajustes conforme a necessidade do atendimento.

Além disso, o SISTER centraliza informações sobre a empresa aérea e o transporte terrestre, permitindo o acompanhamento completo do status da transferência do paciente, desde a solicitação até a chegada ao destino final.
Segundo Mariela Maximiano, Gerente de Urgência e Reguladora do Amazonas, a aviação se torna um elemento indispensável para garantir o acesso à saúde no estado. “Muitos municípios não possuem estrutura hospitalar adequada para atendimentos de média e alta complexidade. Nesse contexto, a aviação não é apenas um apoio logístico, mas uma condição essencial para que o paciente tenha acesso à assistência necessária”, destacou.
O modelo adotado no Amazonas evidencia como tecnologia, regulação médica e aviação integrada podem salvar vidas e superar barreiras geográficas, consolidando o estado como referência internacional em operações de UTI aérea.
Fotos e Reportagem: Aviação Amazônia
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